Seja lá o que tenha morrido espero resgatar.
Olhando arquivos de minha vida anterior, fotos, vídeos de 2 anos há 4 anos atrás, vi uma jovem cheia de luz fervendo acontecimento e vontade, hoje vejo alguém se pronunciando a abdicar dos seus sonhos por segurança, conforto e estabilidade, para suprir o desejo de ser algo, de ser manter em pé como todos fazem.
Seja lá o que tenha morrido, espero ressuscitar.
Entre aquele Carnaval e Junho do mesmo ano, mataram qualquer coisa que hoje eu não sei qual parte de mim deixou, qual de mim quis morrer?
Hoje minha vitalidade já é mais branda, meu corpo já não é o mesmo.
Digo a mim mesmo, wake up! Olha para céu que ainda está lá. Viver e sonhar.
Seja lá o que tenha morrido entre aquele Carnaval e Junho do mesmo ano, eu vou reanimar.
triste dia que cruzei com a morte, que me entreguei ao subversivo.
Que triste, que nível.
purificar o espírito, acordar depois de um longo sono, reanimar o que é vital, o que sempre foi vital.
Sinto-me sem vitaminas, preciso compor, escrever, colorir, fotografar e finalmente voltar a atuar.
Cadê aquela menina que queria engolir a ribalta?
Não é menina, é mulher.
Não foi somente um Carnaval e Junho do mesmo ano, já antes morria aos pouquinhos, nas escolhas tristes, e na pouca coragem de dizer não, NÃO. Portugal ensinou a dizer não, questão de sobrevivência, de amor.
Talvez seja isso, amor.
Amar a mim mesmo, como já tenho amor o próximo.
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