segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Agora?



Senti um cheiro forte lá de trás. Uma saudade perdida nos fugidios dias de 2011. Uma saudade meio dor, uma saudade inapropriada, uma saudade burlesca.
Uma questão que me irrompeu e navalhou descuidosamente, pelo simples fato de te ver feliz...
Ou seria - e eu?
Um abusado e flagelado arrependimento tardado. E um, como feliz assim? E um outro automático e egoísta, e eu? E a mim?
Talvez sejam sentimentos camuflado no ciúmes/saudades que sinto agora. Ou seja o descostume que a falta e o tempo já não esperava ou esperava ver, e agora sem antecedência alguma prevista, se surpreendeu com o momento acontecido, após esses meses todos de ausência. Às vezes esqueço que tudo tarda mais não falha, que um dia as coisas podem mesmo ir embora, aquele velho ditado "cuidado com o que desejas, pode mesmo acontecer", vem aqui à cair.
Mas talvez seja o medo de estar sozinha há tanto tempo. O medo do futuro incerto por vir de caminhada longa e solitária como nunca antes. O medo da pouca força para realizar sonhos possíveis, e de não ter aprendido o que tanto me ensinastes, te decepcionando... E o receio de ficar para "trás" ou sentir-se somente assim.
Camuflagens...
Mascáras meramente egoístas? Ou talvez seja mesmo uma saudade antiga do dividir... ?
E então no alto do meu "mal estar" e minha nada conveniente sensação de retrospectivas, no descuido desses meses todos de pouca procura, e a quase nula e negligenciada presença corpórea, nesses tempos. Eu me pergunto, a pergunta que certamente me farias:
- Mas só agora...?