sábado, 24 de março de 2012
Ela
Agora é ela, faminta, estrábica, " seul ".
Agora é ela, ainda irrealizável, meio caminho andado, no ponto zero.
E ela?
Lembra ainda no tempo do bullying que ao espelho perguntou - Quando serei normal?
Bifurcada para não dizer ambígua, aleijada para dar culpa a desigualdade.
Gaiata, dispersa, vencida, dolorida. Quanto ainda?
Descompromissada como uma aquariana, apaixonada como uma pisciana.
Agora ferve deleite.
Ela vai embora abandonar o que lhe é de direito, o rumo certo ao incerto.
Eu prometo, trarei as revoluções soltas em meus cabelos.
Esconda menina, esconda!
parece que esse teu olhar já guarda todas as torturas. Desvio...
É tudo mentira...
Ela está cheias de rugas dos sorrisos soltos e amarelos
É tudo mentira...
Vive encharcada em lagrimas das quimeras.
É o ascendente, é ele.
Peixes, contingencias em si.
E as conversas?
Há as conversas! É para as antenas,
para me manter antenada, para manter vocês antenados que estou antenada, isso...
"E se não ousarmos???
Teremos ficado... para sempre ...
À margem de nós mesmos." F. Pessoa
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