sexta-feira, 8 de junho de 2012
UNO
Pluralidade, confluências do novo tempo.
A cada esquina uma desigualdade,
observe o espelho, só há unilateralidade.
Agora descubra o diverso.
Um instante de cores sobrepõe a sombra do vazio,
e na esfera do consumo, eu presumo que o amanhã agora já jaz,
é preciso velocidade para pular, saltar, trocar.
O colorido hermético falece saturado em uma velocidade midiática, próprio de nosso tempo.
sSaboreie tudo, e a curto prazo deleite-se com a cereja da superfície
uma , duas, três, quatro infinitos talvez,
e já não há mais profundidade.
Acalme a pele, esquente a carne
basta ser apenas o necessário.
Observe o espelho, e já não estarias mais nele
Então eu grito uno
UNO
agora já não sou mais um
agora já não sou.
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