Desamparo XLIII
Oi, com licença. perdi uma ideia, com licença.
estava em outro paraíso... agora domiciliada na ficção por tempo
indeterminado.
diz que eu tô bonita com meu cabelo novo? diz? só pra molhar
as palavras?
amor sonrizal. amor espartilho. amor placebo. amor continente.
amor um deus vazio.
alguns encontros são mais crués que separações.
o susto de ser o infinito de alguém.
o susto de ser o seu infinito.
os escrúpulos alados. o que não viveu..........
sub-traída.
vou tatuar o seu desejo.
e se eu pudesse desafiar esse grito aí dentro de você?
um enigma, um disparate, um sufoco. PRA TE VER E SÓ.
(sobre amanhã ainda nem pensei)
o imponderável. (proíbe)
alguém pra confiar em cada soluço.
em alta velocidade, líquida, o coração agarrado em tudo que não viveu.
oxímoro: você e eu
na vitrola: "não vá se perder por aííííí..."
ei! estarei chupando um sorvete. ei! se você chegar.
e sobre o amor? hein? e sobre o amor??
louças que se acumulam. sonhos que se acumulam. todos sujos.
Muito bom esse texto.
Cléo de Paris do blog:
http://pueril2.zip.net/
terça-feira, 30 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Modern girl
A fora eu tento ser moderninha, "modernoza" e modernizar!E até acredito mesmo nisso tudo, mas não dá! Eu sou mesmo é provinciana, com ares de modernidade pouco assumida, de experiências cosmopolitas escassas, principalmente para determinados assuntos...
Mesmo que eu passe essa energia modern-girl-pernambucana, eu sou mesmo é conservadora
cabeçuda, antipática e nóiada, muito nóiada...
As máscaras sempre caem, porém notável é saber reconhece-las.
Mesmo que eu passe essa energia modern-girl-pernambucana, eu sou mesmo é conservadora
cabeçuda, antipática e nóiada, muito nóiada...
As máscaras sempre caem, porém notável é saber reconhece-las.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Agora?

Senti um cheiro forte lá de trás. Uma saudade perdida nos fugidios dias de 2011. Uma saudade meio dor, uma saudade inapropriada, uma saudade burlesca.
Uma questão que me irrompeu e navalhou descuidosamente, pelo simples fato de te ver feliz...
Ou seria - e eu?
Um abusado e flagelado arrependimento tardado. E um, como feliz assim? E um outro automático e egoísta, e eu? E a mim?
Talvez sejam sentimentos camuflado no ciúmes/saudades que sinto agora. Ou seja o descostume que a falta e o tempo já não esperava ou esperava ver, e agora sem antecedência alguma prevista, se surpreendeu com o momento acontecido, após esses meses todos de ausência. Às vezes esqueço que tudo tarda mais não falha, que um dia as coisas podem mesmo ir embora, aquele velho ditado "cuidado com o que desejas, pode mesmo acontecer", vem aqui à cair.
Mas talvez seja o medo de estar sozinha há tanto tempo. O medo do futuro incerto por vir de caminhada longa e solitária como nunca antes. O medo da pouca força para realizar sonhos possíveis, e de não ter aprendido o que tanto me ensinastes, te decepcionando... E o receio de ficar para "trás" ou sentir-se somente assim.
Camuflagens...
Mascáras meramente egoístas? Ou talvez seja mesmo uma saudade antiga do dividir... ?
E então no alto do meu "mal estar" e minha nada conveniente sensação de retrospectivas, no descuido desses meses todos de pouca procura, e a quase nula e negligenciada presença corpórea, nesses tempos. Eu me pergunto, a pergunta que certamente me farias:
- Mas só agora...?
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Inaê

"Iemanjá, que é dona do cais, dos saveiros, da vida deles todos, tem cinco nomes, cinco nomes que todo o mundo sabe. Ela se chama Iemanjá, sempre foi chamada assim e esse é seu verdadeiro nome, de dona das águas, de senhora dos oceano. No entanto os canoeiros amam chamá-la de Janaína, e os pretos, que são filhos mais diletos, que dançam para ela e mais que todos a temem, a chamam de Inaê, com devoção, ou fazem suas súplicas à Princesa de Aiocá, rainha dessas terras misteriosas que se escondem na linha azul que as separa das outras terras. Porém, as mulheres da vida, as mulheres casadas, as moças que esperam noivos, a tratam de dona Maria, que Maria é um nome bonito, é mesmo o mais bonito dos nomes, o mais venerado e assim dão a Iemanjá como um presente, como se lhe levassem uma caixa de sabontes à sua pedra no Dique. Ela é sereia, é a mãe-d'água, a dona do mar, Iemanjá, dona Janaína, dona Maria, Inaê, Princesa de Aicoá. Ela domina esses mares, ela adora a lua, que vem ver nas noites sem nuvens, ela ama as músicas dos negros.
O oceano é muito grande, o mar é uma estrada sem fim, as águas são muito mais que metade do mundo, são três quartas partes e tudo isso é de Iemanjá."
Jorge Amando.
Todo ano te faço oferenda Maria Inaê. Todos os anos menos esse, que tuas águas escuras não vi nascer ao início do dia primeiro. Consideva, como filha ingrata, inapropriado à este ano. E nem em teu aniversário mãe-d'água que nada, mar algum celebrei.
O retorno as ocultas práticas e os chamados nada ocasionais... Precisando ver o Mar.
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