Triste o dia em que ela aquele sonho avistou.
Um dia: Grande descoberta minha.
Que nunca se perdeu, nunca se desviou.
Triste o sonho que nunca chegou, que nunca olhos meus terras tuas aportou
Triste os olhos da menina que em muitos anos lágrimas o contemplou
E mesmo assim
Entre tantas léguas e correntezas
Ainda disparam os olhos miúdos de menina
Na tentativa de chegar em teu leito de terra que germina
Somando os caldos de experiências
Das ondas violêntas e frívolas
Que não entendem tua real serventia.
Impedido os teus lindos pés de menina,
em terras tão ilusoriamente nativas,
nunca as tocarem
Duras as ondas a qual aos olhos não desvia
Apenas ao corpo que paira distante no horizonte
E os olhos, ainda não mexidos, ficam inquietos fixos na espera do nosso encontro.
Reza:
Sonho, sonho meu
Sonho de todos os sonhos
Sonho que se sonha ao lado de anjos
Sonho que dormimos para podermos estarmos em sonho
Diga-me seu nome
Diga-me um lugar,
As coordenadas para te localizar
Preciso te achar e ao certo saber:
Se devo te deixar ou te devorar.
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