sexta-feira, 24 de abril de 2009

Assim foi. A chagal, que soube bem capturar as essências.

Eles tomam café juntos. Ele sempre chega com flores. Antes de se sentarem à mesa beijam-se de um ato só, e de formas desiguais começam a bailar pelo espaço "sideral".
Dissolvidos em essência, procuram com exatidão a dança da comunhão, formando uma mistura igual, uma só matéria constituída de ambos. Deste modo fazem dos líquidos de cor intensa de seus sagrados corpos, vapor. E como se elevam o suficiente, vaporizados chegam ao aroma, como as rosas das mãos da moça.
Assim permitem serem levados pela brisa contínua, que brota do crepúsculo das horas paralíticas.
Enfeitando os ambientes de puro perfume das almas tranquilas.
* E todos os dias eles fazem tudo sempre igual. E ainda uns dizem não saber de seu maravilhoso aroma. O mundo precisa acordar mais cedo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Caminho



Eu estou voltando.
A cada movimento, eu me sinto despertando.
Reconhecendo...
Estou lá, quase lá, ali, aí, em todo canto, buscando.
Mas sinto que estou mesmo é voltando.
transição, movimento, trânsito, fluxo. Vida.
ainda está tudo diferente agora(variável).
Mas me parece, mesmo que não seja, que eu estou é voltando.
Nova, mas voltando. Inteira? Não sei...
Deixe-me andar, ainda vou caminhando.
Não vejo a minha frente estradas bifurcas, vejo o caminho de casa se aproximando.
Verei, isto é certo.
Ainda que sem saber ao certo o que faço.
Mas verei de certo, provável retorno.

Poesia escolhida.

Substância

"Me refugío nos livros:
eles não me traem.
Sou dessas esquisitices
de ficar olhando joaninhas
como ponto final.

Um dia meu olho
vira letra
ou griloe sai voando.

Escuto a torneira
pingando
pego o som
descrevo a água.

Um copo de palavras
me sustenta."

Poesia sorteada da minha agenda tribo.

Bem ali.

Olhar. É preciso olhar.
Não basta ver, tem que "tocar".
Suspirar doce como alma. Sabe?
Basta um... Sei lá... Plim, ou algo assim.
Não importa. O momento vai existir.
Então, já pode começar.
O exercício é olhar.
Vá... viaje...
Corra para dentro, saia para fora.
Busque no velho, acredite no novo.
Prossiga adiante, vire para trás.
Saia ou fique, tanto faz.
Vai estar sempre.
Isso!
Sim...
Sempre acontece. Em Qualquer lugar.
E simples assim, vê:
Abra os olhos.

O compreensível está em todo lugar, basta olhar.