quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Hoje é um dia de saudades. Dessas saudades que na verdade não exitem, "saudades inexistentes". Explicando melhor, são as saudades do que não foi,  Saudades de coisas que não existiram, daquilo que não foi feito. Daquele pensamento, eu posso fazer ainda muito mais.
Estranho... Como ter saudade de algo que não se fez??
Digo então, isto é a saudades dos sonhos, daqueles sonhos que acreditamos que um dia poderá se tornar realidade ou simples arrependimentos de algo que você fez.
Pois sempre vos digo, é melhor se arrepender do que você faz, do que se arrepender do que você não faz Assim, talvez, não se corra o risco de um dia se ter saudades na crença que algo possa de fato acontecer.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Agora quero falar de carreira. Dez anos de Teatro, formação, profissionalização, palco.
Atualmente, nada. Decidi dar um stop de carreira, afastar o espirito para abrandar as mágoas.
Mágoas que eu mesma produzi pelas minhas próprias falhas. Falhas que  hoje as encaro frontalmente, porém não 100 porcento curada. Vou andando, quem sabe... Um trabalho ali, comum, como qualquer outro trabalho que preenche o tempo da maioria dos cidadões deste planeta. Uma tentativa de se envolver com as arte em terras que não são minhas, mas é isso que interessa,  a tentativa. O resultado sempre resulta, só não sabemos como.
 A luta, a garra, são essas unhas altas que precisam saber a medida da verocidade saudável, não da briga, mas da luta. Da luta pela vida, por estar aqui, por criar meios em que você possa estar nesse mundo, crescer, progredir fazer parte, o sucesso.
O que é o sucesso? Hoje bem sei que nada tem haver somente com a sorte, o sucesso é aquilo que trás tua felicidade, fazer algo que me faça feliz, atingir algo que me coloque nos 10 porcentos de cidadões do mundo que pode ter o direito de trabalhar com aquilo que goste, ame, realmente ame. Mas esse caminho é mesmo turvo, e parece que tudo calha no mesmo desespero humano, a esfera do medo. Ainda sou sugada pelo medo, essa sensação estranha de que sua vida está a perder, medo das decisões, ainda não decididas, das futuras decisões, medo de sim mesmo. Medo do não retorno, sempre o medo paralisando, ofuscando, criando um véu turvo, destorcendo os sentidos da vida,criando uma esfera do não-poder.
Existem regras para a vida,e é o que todos dizem, mas afinal só  conheço mesmo três regras praticas  para vida: nascer, crescer, morrer... Todo o resto é criação, e toda criação pode ser reinventada.  Para tanto é necessária tapar os ouvidos, pois há muito a se aprender, mas ainda há muitos conceitos repetidos. É preciso inteireza e sagacidade própria, estar de acordo com o que se quer, não o contrário. Para tanto é preciso se abdicar. Abdicação do objeto desejado, um tanto isso... Mas se para ser inteiro é preciso ser o que você quer ser, por que abdicação? E então a resposta mais plausível de todos os tempos: Sociedade. É ela a temer-se de medo é ela que destoa. E é dela que vivemos, e por isso dou-te meu suor até que possa colher tudo aquilo que planto. Plante bem o seu jardim, e os frutos serão todo resultado de teu trabalho. Hoje é dia de cuidados.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

- Qual o problema com você garota?
 - eu perdi
- Mas perdeu porque?
- perdi, porque perdi.
- e qual foi o motivo menina de choro?
- eu perdi todo o jogo e agora não tem como tentar outra vez pelo mesmo motivo cujo qual você vai ter que consertar o que diz - "qual seu problema mulher?" ."e qual foi o motivo da senhora sentir tanto choro?"

isso...


Já não somava. Sumi.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Senhoras e suas vergonhas.
Todas as Senhoras com todas as vergonhas, abrem as bocas generosa de vergonhas.
- Mas quanta vergonha! Diz a senhora.
- Mas que vergonha senhoras! As senhoras estão cheias de vergonhas...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Não sei. Mas às vezes penso que não estou me preparando para a vida, e sim para a morte.
Não digo neste sentido pragmático, "estou me destruindo". Mas é que, parece mesmo que sei que tudo acaba um dia...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Doença Moderna

"A depressão é algo normal, quem nunca teve depressão, é estranho". Disse a Atriz Kirsten Dunst, ao falar de sua experiência com a doença. E não deixo de me perguntar como uma atriz no naipe dela, que realizou tudo aquilo que um dia meu trabalho de toda uma vida ainda sonha em realizar, ao menos 1/4 dele, pode ter vivido tamanha insatisfação em sua vida? E me vem a cabeça de como esse mundo é competitivo, como ter tudo e não ter nada podem ser a mesma coisa.
Somos geradores de um grau de exigência absurda sobre todos nós, exigência da inteligencia, da aparência, das convicções, do caráter, da moralidade.

Precisamos o tempo todo mostrar algo, a alguém, a você, a mim mesmo, e tudo funciona desse jeito. E desse mesmo modo onde você precisa de "mim", posso parecer ser o que eu não sou. De fato não há raiz do problema mais exata do que a social, e então, sem querer por culpa no social pelo sofrimento próprio, ou falta de direção e força. Mas penso que antigamente a maior preocupação das doenças emocionais, eram doenças ligadas ao sexo e repressão, como os estudos de Freud sobre histeria e esquizofrenia. Hoje essa doença moderna chamada depressão é um simples vazio. É a dor por nada sofrer. Vazio puro e simples.

Em nosso mundo atual em que a ciência parte do principio de que existem partículas menores do que um átomo, que a lei da relatividade está errada, que o famoso físico quântico pode provar a existência de Deus fazendo um paralelo com a teoria de Matrix, contradizendo tudo aquilo que acreditávamos ou a ciência acreditava. Estamos hoje todos aqui nesse mundo povoados por um vazio existencial quase que sem retorno e agarrados a convenções passadas e sem nenhuma ação autônoma em nossas vidas.

E mesmo que você diga, eu sou um Artista, eu faço diferente, é mentira. Estamos todos doentes, vazios, infelizes, sem porquês, a procura de algo que não temos a menor ideia do que seja... E para abafar todo esse sentimento que cresce pelas ruas, criamos planos de foco, empurrando uns aos outros para cair. E claro, consumir, consumir. E é desse modo que passamos todos os dias uns pelos outros, pelas ruas de nossas belas cidades, assistindo os carros destruírem o nosso ambiente, mendigos e pessoas em estado de pura destruição, pobreza, indiferença, violência e tantas outras coisas a mais. E desfilamos assim, "vivos", sabidos de tudo. Tudo.

Bom, não tenho a mínima ideia porque escrevi isso, mas termino o texto com a frase do filme melancolia de Lars Von Trier, onde a atriz sitada logo a cima, a Kristian Dunst é a que empresta seu digníssimo trabalho, muito bem realizado a trama. A frase é dita em uma conversa entre as irmãs a respeito do temido planeta que está para se chocar com a terra, em uma cena onde o principal contexto é a dúvida do choque do planeta, e a incerteza de nossa futura existência, uma irmã diz a outra: " A vida na terra é má, minha irmã! Merecemos ser extintos". - Simples não é???  
Mas absoluta.