quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Senhoras e suas vergonhas.
Todas as Senhoras com todas as vergonhas, abrem as bocas generosa de vergonhas.
- Mas quanta vergonha! Diz a senhora.
- Mas que vergonha senhoras! As senhoras estão cheias de vergonhas...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Não sei. Mas às vezes penso que não estou me preparando para a vida, e sim para a morte.
Não digo neste sentido pragmático, "estou me destruindo". Mas é que, parece mesmo que sei que tudo acaba um dia...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Doença Moderna

"A depressão é algo normal, quem nunca teve depressão, é estranho". Disse a Atriz Kirsten Dunst, ao falar de sua experiência com a doença. E não deixo de me perguntar como uma atriz no naipe dela, que realizou tudo aquilo que um dia meu trabalho de toda uma vida ainda sonha em realizar, ao menos 1/4 dele, pode ter vivido tamanha insatisfação em sua vida? E me vem a cabeça de como esse mundo é competitivo, como ter tudo e não ter nada podem ser a mesma coisa.
Somos geradores de um grau de exigência absurda sobre todos nós, exigência da inteligencia, da aparência, das convicções, do caráter, da moralidade.

Precisamos o tempo todo mostrar algo, a alguém, a você, a mim mesmo, e tudo funciona desse jeito. E desse mesmo modo onde você precisa de "mim", posso parecer ser o que eu não sou. De fato não há raiz do problema mais exata do que a social, e então, sem querer por culpa no social pelo sofrimento próprio, ou falta de direção e força. Mas penso que antigamente a maior preocupação das doenças emocionais, eram doenças ligadas ao sexo e repressão, como os estudos de Freud sobre histeria e esquizofrenia. Hoje essa doença moderna chamada depressão é um simples vazio. É a dor por nada sofrer. Vazio puro e simples.

Em nosso mundo atual em que a ciência parte do principio de que existem partículas menores do que um átomo, que a lei da relatividade está errada, que o famoso físico quântico pode provar a existência de Deus fazendo um paralelo com a teoria de Matrix, contradizendo tudo aquilo que acreditávamos ou a ciência acreditava. Estamos hoje todos aqui nesse mundo povoados por um vazio existencial quase que sem retorno e agarrados a convenções passadas e sem nenhuma ação autônoma em nossas vidas.

E mesmo que você diga, eu sou um Artista, eu faço diferente, é mentira. Estamos todos doentes, vazios, infelizes, sem porquês, a procura de algo que não temos a menor ideia do que seja... E para abafar todo esse sentimento que cresce pelas ruas, criamos planos de foco, empurrando uns aos outros para cair. E claro, consumir, consumir. E é desse modo que passamos todos os dias uns pelos outros, pelas ruas de nossas belas cidades, assistindo os carros destruírem o nosso ambiente, mendigos e pessoas em estado de pura destruição, pobreza, indiferença, violência e tantas outras coisas a mais. E desfilamos assim, "vivos", sabidos de tudo. Tudo.

Bom, não tenho a mínima ideia porque escrevi isso, mas termino o texto com a frase do filme melancolia de Lars Von Trier, onde a atriz sitada logo a cima, a Kristian Dunst é a que empresta seu digníssimo trabalho, muito bem realizado a trama. A frase é dita em uma conversa entre as irmãs a respeito do temido planeta que está para se chocar com a terra, em uma cena onde o principal contexto é a dúvida do choque do planeta, e a incerteza de nossa futura existência, uma irmã diz a outra: " A vida na terra é má, minha irmã! Merecemos ser extintos". - Simples não é???  
Mas absoluta.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

UNO


Pluralidade, confluências do novo tempo.
A cada esquina uma desigualdade,
observe o espelho, só há unilateralidade.
Agora descubra o diverso.

Um instante de cores sobrepõe a sombra do vazio,
e na esfera do consumo, eu presumo que o amanhã agora já jaz,
é preciso velocidade para pular, saltar, trocar.
O colorido hermético falece saturado em uma velocidade midiática, próprio de nosso tempo.

sSaboreie tudo, e a curto prazo deleite-se com a cereja da superfície
uma , duas, três, quatro infinitos talvez,
e já não há mais profundidade.
Acalme a pele, esquente a carne
basta ser apenas o necessário.

Observe o espelho, e já não estarias mais nele
Então eu grito uno
UNO
agora já não sou mais um
agora já não sou.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Malas, mochilas e outros acessórios

Foi iniciada a etapa da arrumação da mala, acho que quando essa etapa se incia é por que a coisa está preta. Restando apenas 6 dias para partir, percebo o choque de cultura que se aproxima, o choque de realidade que enfrentarei. Ir para Europa pode parecer um sonho, mas para mim será um sonho lúcido de chão árido ou liso, de cor pastel ou purpura,  pois estarei indo por essa aventura completamente desacompanha e quase que isenta de qualquer conhecimento do lugar e das pessoas que nele vivem, obtenho apenas dois contatos que não poderei, infelizmente, carrega-los para todos os lados dessa cidade que é Lisboa, e vejo que aprenderei muito sobre estar só, viver só e aceitar o outro, esse outro qualquer que cruza teu caminho é que pode ter um universo completamente oposto ao seu, um universo que poderá ser dispare, sem qualquer semelhança, aquilo que narciso tanto busca no outro, o espelho. Desfragmentar essas necessidades  me parece uma experiencia boa, acredito, aceitar os acasos e incluir um novo regimento pessoal pelos outros.

Tenho tentado me despedir das pessoa ao máximo, marcando encontros durante a semana com cada uma em especial, apesar de nem todos poderem sair de seus compromissos semanais, o que me deixa preocupada porque sinto uma sede de amigos em momentos como, um café, um passeio qualquer, um cinema, uma tarde de domingo, não há momento melhor do que esses quando acompanhado com eles e poder saber que as conversas já obtém o açúcar da afeição, confiança e amor, tenho estado cada vez mais feliz por todos que tenho conquistado ou que me conquistaram aqui no meu Recife, isso me ressalta em felicidade.

Hoje não visitei minha avó, que mora aqui do lado, e sei que não a vi por falta de esforço. Preciso vê-la todo dia, pelo meu amor a ela, pelo o amor dela por mim, pela mulher que ela é, pela a distancia e o tempo que vai se impor, pela sua idade e pela saudade que vai existir. Não só a ela, mas a todos e em especial minhas tias, pai e mãe.

Comprei um livro imitado, digo isso porque estava com um amigo, grande amigo, apesar de termos somente alguns encontros em nossa cota de presença física, três ou quatro, porém a afinidade e sinergia que nos acomete em cada em encontro nos coloca em outro patamar de associação amigável. Ele estava com um livro de poesias de um autor chamado Daniel Lima e fomos a praia numa tarde de sábado lê-lo e recita-lo, e eu ainda não o conhecia, o livro e o autor, mas de hora apaixonei-me, tanto quanto ao momento, e quis imita-lo logo, passamos em uma livraria e comprei um livro igual, e decidi hoje fazendo as malas, coisa não muito fácil, onde sua cabeça mede pesos e dimensões, que esse livro de poesias será meu guia, minha leitura de avião que me acalmará e tirará todos os pensamentos de morte de minha imaginação lostiniana, e de todas as outras minhas viagens em Portugal.

Tracei agora a pouco um planejamento de mochilão pela Europa, e fiz uma lista de países que gostaria de visitar, uma lista imensa que sei que não vai acontecer, afinal não estou indo e investindo nessa viagem só para viajar, mas escolhi, observando todos os desejos e fantasias, quais aqueles paises e cidade que não posso deixar de ir, que estão nos meus sonhos e sem bem quais são, Paris, Veneza, Roma, Barcelona, Londres e Amsterdã. Cinco cidades, adoraria visitar florença, toscana, mas seria luxo dos luxos tanta hospedagens, nem penso na Alemanha, viveria sem ela, adoraria Ibiza e as ilhas Palmas de Maiorca e Minorca, mas quem sabe se rolar uma turma, Madrid tenho casa até dia 31 desse mês, preciso organizar, tudo vai depender. Verdade, tudo vai depender.... Mas Paris e Veneza são meus xodó,  Londres não posso abrir mão, elas terão que acontecer...

No mais, me sentei na sala com meu netbook, o que levarei na viagem, e fiquei a pensar nas ansiedades, e comecei a escrever tudo isso. Minha ansiedade por essa viagem é tão grande que me parece que minha barriga rola uma briga de gatos, hora um pensamento iluminado e extraordinário, hora um medo, um pesadelo, um surto de pânico que instaura tudo e o medo de cair no escuro mesmo indo com bons recursos. Mas pode ser natural, o medo, mas me falar isso me gera a dúvida, o que pode ser isso? Natural ou intuitivo? respostas que só chegarão em seus momentos... Riscos é isso, é isso os riscos...

"E se não ousarmos?
Estaremos para sempre à margem de nós mesmos."  F. Pessoa.

domingo, 6 de maio de 2012

Colombina

Arlequim

Você não me leva a nada,
e se quiser saber pra onde eu vou...

Pierrot

O teu afeto me afetou é fato,
porém ir, é somente IR.

Outros sóis, é pra lá que eu vou
 e por "fim",
eu os guardo, a dois.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Coisa nenhuma de lugar algum






Para quem não sabe sentir qualquer aroma distinto
aroma algum pode ser apenas conforto,
e tira toda essa monotonia,
essa coisa nenhuma
de coisa alguma
de lugar algum
de sentimento nenhum.
um poliglotismo, uma viagem, uma mão qualquer, um favor qualquer, um paraíso qualquer
uma comidinha?
E mais uma volta aos lugares comuns.

E os 20  poucos anos...
estar rodeado, "completo", completando... Estar simplesmente, estar.
Então deixa estar.