segunda-feira, 18 de julho de 2011

Perséfone




“Ou Koré. Em Roma, Proserpina ou Cora. Filha de Zeus e da deusa Deméter, da agricultura, nascida antes do casamento de seu pai com Hera.

Os deuses, Hermes, Ares, Apolo e Hefestos todos cortejaram-na. Deméter rejeitou todos os seus dons e escondeu a filha longe da companhia dos deuses.

Quando os sinais de sua grande beleza e feminilidade começaram a brilhar, em sua adolescência, chamou a atenção do deus Hades que a pediu em casamento. Zeus, sem consultar Deméter, aquiesceu ao pedido de seu irmão. Hades, impaciente, emergiu da terra e raptou-a enquanto ela colhia flores com as ninfas.

Hades levou-a para seus domínios (o mundo subterrâneo), desposando-a e fazendo dela sua rainha.Sua mãe, ficando inconsolável, acabou por se descuidar de suas tarefas: as terras tornaram-se estéreis e houve escassez de alimentos, e Perséfone recusou-se a ingerir qualquer alimento e começou a definhar.

Ninguém queria lhe contar o que havia acontecido com sua filha, mas Deméter depois de muito procurar finalmente descobriu através de Hécate e Helios que a jovem deusa havia sido levada para o mundo dos mortos, e junto com Hermes, foi buscá-la no reino de Hades (ou segundo outras fontes, Zeus ordenou que Hades devolvesse a sua filha).
Como entretanto Perséfone tinha comido algo (uma semente de romã) concluiu-se que não tinha rejeitado inteiramente Hades. Assim, estabeleceu-se um acordo, ela passaria 9 meses junto a Demeter, sendo assim Koré, a eterna adolescente, e o restante com Hades, quando se tornaria a sombria Perséfone. Este mito justifica o ciclo anual das colheitas.

Perséfone é descrita como uma mulher de olhos escuros por Oppiano, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírito e Adônis. Foi por causa deste último que Perséfone se tornou rival de Afrodite, pois ambas disputavam o amor do jovem, mas também outro motivo era porque Afrodite tinha inveja da beleza de Perséfone. Embora Adônis fosse seu amante, o amor que Perséfone sentia por Hades era bem maior.

Os dois tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Persefone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos a procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.

Entre muitos rituais atribuídos à entidade, cita-se que ninguém poderia morrer sem que a rainha do mundo dos mortos lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida. O culto de Perséfone foi muito desenvolvido na Sicília, ela presidia aos funerais. Os amigos ou parentes do morto cortavam os cabelos e os jogavam numa fogueira em honra à deusa infernal. A ela, eram imolados cães, e os gregos acreditavam que Perséfone fazia reencontrar objetos perdidos.

Nos cultos órficos, Dionísio era também amante de Persefone, o deus passava intervalos de tempo na casa da rainha dos mortos, e junto com ela era cultuado nos mistérios órficos como símbolo do renascimento. Conta-se, ainda, que Zeus, o pai da Perséfone, teve amor com a própria filha, sob a forma de uma serpente.

Preciosas informações retiradas de antigos textos gregos, citam que Perséfone teve um filho e uma filha com Zeus: Sabázio e Melinoe era de uma habilidade notável, e foi quem coseu Baco na coxa de seu pai. Com Heracles, (Algumas versões citam Zeus ou até mesmo Hades) teve Zagreus, que seria a prinmeira reencarnação de Dionisio. Perséfone, com Hades, é mãe de Macária, deusa de boa morte.”


Texto Wikipédia mesmo!!

sábado, 16 de julho de 2011

Sakyamuni Buda




A tribo Skya, governada pelo Rei Shuddhona Gautama, vivia na encosta sul do Himalaia, ao longo do rio Rohini. Este Rei estabelecera sua capital em Kapila, onde construíra uma grande castelo, do qual governava sabiamente, conquistando assim a simpatia dos seus súbitos.
A Rainha chamava-se Maya, cujo o pai era tio do Rei e também soberano de distrito vizinho, do mesmo clã Sakya.
Durante vinte anos, o casal real não teve filhos. Uma noite, entretanto, a Rainha Maya ficou grávida quando viu, num sonho, um elefante branco entrar no seu ventre, através da sua axila direita.
Com a notícia, o Rei e o povo esperaram com incontida ansiedade o nascimento do príncipe. Atendendo a tradição a Rainha voltou à casa paterna, para dar a luz, ficando a meio caminho, no Jardim Lumbini para repousar, num alegre e bonito dia de primavera.
Maravilhada com a beleza das flores de Asoka (Jonesia Asoka Roxb), estendeu seu braço direito para apanhar um ramo; ao fazer este movimento deu à luz a um príncipe. Todos manifestaram sua sincera alegria e glória da Rainha e seu filho. Céu e Terra se regozijaram. Era o dia 8 de Abril.
o Rei chamou seu filho de Sinddhartha, que significa "Todos os desejos cumpridos".

*Do livro - O buda, Siddhartha Gautama

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Termo



Transcendência,

Da raiz latina "ascender" - Elevar-se, subir.

Pode significar religiosamente que Deus está completamente além dos limites do mundo.

Para Kant, a "transcendência", se opõem ao "transcendental", é o que jaz além da nossa capacidade de conhecimento, além do legitimamente conhecido.

O "transcendente" é aquilo que transcende a nossa própria consciência.(Fenomenologia)

Ainda segundo Kant, o ser humano é um ser essencialmente transcendente. Ele não se conforma com a realidade ou um único objeto. Está sempre se projetando ‘para fora’. Busca satisfazer um desejo e uma capacidade para transcender a si mesmo, ou seja, de sair de seu estado atual para buscar algo novo, na busca de novos objetos ou além do próprio objeto.

terça-feira, 12 de julho de 2011



Disse a boneca Emília:

"A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais.

[...] A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.

- E depois que morre? – perguntou o Visconde.

- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?”

terça-feira, 28 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eu tive um sonho, vou te contar...

Sempre queremos enxergar algo sobre nós mesmo que não entendemos direto, porém temos sempre aquela leve sensação que obtemos todas as respostas, mas de algum modo nossa consciência não quer ver. O inconsciente emite respostas nebulosas e implícitas incapazes de serem entendidas através da obviedade e do raciocínio lógico, pelo menos de imediato. Por isso temos que fazer todo o trabalho de nos investigarmos, com o compromisso árduo de sermos leais e sinceros ao que se refere ao empenho de nos vasculhar.

Cada dia que passa eu sinto respostas sendo alcançadas, sonhos possíveis, angústia dissolvidas e um caminho sem névoas se aproximando. Decisões honestas que contemplam aquilo que quero da vida, o que preciso plantar, o que já foi plantado e o que precisa crescer; minha carreira, minhas buscas perdidas, meus amores, minhas dívidas, minha família, minha coragem para seguir em frente. Tudo aquilo que ainda não sei e não pretendo saber, mas acredito no caminho que sigo. Por muito tempo estive cansada e frustrada com a minha profissão, não por não gostar do que faço, mas por me sentir impotente diante minha satisfação financeira e depedente. Certos erros foram cometidos, certos acertos foram felizes. Hoje zelo, mais que nunca, aquilo que quero ainda que consciente do seu longo prazo e sua demora do seu alcance concreto. Sonhar e umas das belas maravilhas que temos nessa vida, poder realizar aquilo que sonhamos é um milagre que a vida nos dar direito a realizar, porém penso que quem realiza somos nós e não a vida por nós. Esse direito é dado por direito, deve ser lutado e batalhado.

Ontem sonhei que estava aqui em casa, e abria todas as portas dos armários da sala, onde minha mãe guarda vários conjuntos de cozinha, copos, taças, talheres, pratos e etc. cujo qual ela nunca usou. Então eu estava escolhendo aquilo que queria levar para minha casa, minha nova casa, paga pelo meu trabalho e da minha plena busca por aquilo que quero de verdade trabalhar. Havia uma janela linda, um tapete incrível e cada parede tinha minhas mãos, minha arte, pintadas ou coladas nelas. Hoje eu sei, e decidi que não posso morrer sem antes conquistar o sabor do que é ter seu próprio espaço. Aquilo que você batalhou e poder imprimir sua alma nele. São essas crenças que me levam a acreditar que o que quero e luto eu alcanço e não pode ser desmerecido ou simplesmente abandonado. É por esses sonhos que ao acordar e sair para rua ou ler um simples livro, enfrento a batalha da vida. Mesmo ainda não largando aquilo que amo fazer para realizar de imediato esse desejo de ter algo exclusivo meu. Aqui não há lugares para status, nesse sonho, sonha aquele que quer ver tudo aquilo feito através dos desejos puros e oriundos, desejos que seguem os sonhos, que enfrentam o medo do imprevisível, assim é minha mente.

Amar também faz parte dessa vida, e até nesse aspecto me vejo tomada por decisões. Lembro-me, e hoje inclusive discuti isso com amigos, da frase do filme "Na Natureza Selvagem", filme que assisti há uns dois anos. Uma frase que me enfrenta desde que a ouvi - "A felicidade só é real quando compartilhada", entendo mais que nunca que estamos precisando sempre de mãos em nossos caminhos, mãos que nos ajudam pela sua companhia em longo trajeto. E hoje posso dizer, assim como nunca que minha mente é invadida, nesses tempos recentes, pela idéia de um dia ser mãe. Poder designar minha natureza feminina a uma vida. Uma vida que será companheira de jornada e estará no mundo a aprender aquilo que tenho a dar. E por esse motivo e por ela, vejo cada dia a necessidade de construir, ainda que dure, uma vida onde eu possa doá-la a alguém assim como uma vez me foi dada. Casa, educação, amor e saúde. Por ela e por mim. Decisões e escolhas sempre mudando a intensidade de nossas vidas...

Bom! sabida desse desejo incomum a mim, (Nunca sonhei em ser mãe, sempre fui aquela da mesa do bar onde todas as colegas e amigos falam sobre suas expectativas de filhos, e sempre a alguém com o discurso - eu NUNCA vou ter filhos, essa era eu...)

Ponho-me em minha penúltima questão: aquilo que está no outro, o estranho: Os amores amantes imprevisíveis. E nada melhor do que decisões não? (risos)
Acredito que estar ou amar alguém deve ser verdadeiro, amar deve ser incondicional e não premeditado, e enquanto a verdade não me toma, ou não consigo tomá-la de alguém, disponho-me somente e graciosamente ao que chamo de deliciosas brincadeiras, e mais nada (ou ninguém) me põe a risca de uma vida a dois... Quem sabe no caminho ou o caminho é quem sabe. Coração e paz ao mesmo tempo...

E por último, Família. A ela devo meu amor mais que incondicional e a imensa gratidão por me dar oportunidades e tudo que preciso e precisei até hoje, do amor ao dinheiro, para os meus sonhos e ter a certeza que o que posso dar é cuidado, amor e orgulho.

Fim do primeiro ato.


"Eu tive um sonho
Vou te contar
Eu me atirava do
Oitavo andar

E era preciso
Fechar os olhos
Pra não morrer e não me
Machucar

É o que devemos fazer
Não temos que ter medo..."

E tudo isso foi um sonho...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quando eu morrer...





"Je veux qu'on rie
Je veux qu'on danse
Je veux qu'on s'amuse comme des fous
Je veux qu'on rie
Je veux qu'on danse
Quand c'est qu'on me mettra dans le trou"


Porque hoje eu sonhei com minha própria casa,
porque hoje sonhei com meus amores,
hoje sonhei que que já velha morria na primavera,
sonhei que todos felizes dançavam em minha festa...
Por favor dêem-me uma festa quando me colocarem em uma cova.