"Em algum lugar sobre o arco-íris
Bem alto
Existe uma terra sobre a qual eu ouvi
Uma vez numa canção de ninar
Em algum lugar sobre o arco-írus
Os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar
Realmente se realizam
Um dia eu farei um pedido a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estejam longe
Detrás de mim
Onde os problemas derretam como pastilhas de limão
Longe do topo das chaminés
E lá você me encontrará
Em algum lugar sobre o arco-íris
Pássaros azuis voam
Pássaros voam sobre o arco-íris
Por quê, então, porque eu não posso?
Se felizes passarinhos azuis voam
Além do arco-íris
Por quê, porque eu não posso?"
domingo, 2 de janeiro de 2011
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Aqueles jovens sonhos...
A verdade é que eu sou uma ótima e experiente fugitiva dos meus próprios sonhos, ainda que me considere buscando, mas a verdade que todo esse tempo me desviei do caminho daquilo que realmente precisei. Fugindo do que realmente sou, como uma bandida que abandona sua própria essência, perseguida por um dom, rejeitando a própria arte, o amor pela vida, pela sua profissão, partindo para uma terra de esquecimento, de impossibilidades, de meio improvável, em uma atitude altivamente destrutiva.
Escolhendo obtusos alvos de frustrações, ilusões, rancores e desculpas mesquinhas que nada corresponde com a verdade.
Eu estou me anulando em manhãs de sol's inrrealizavéis, sentada em um banco de uma praça vazia, esperando a merda cair na minha cabeça enquanto respiro poeira daquilo que não me farta, distraida com os meus luxuosos e confortáveis jogos de faz-de-conta e conjecturas conversas que pertencem ao lixo.
É isso que eu estou fazendo da minha vida!
Merda para mim!
"obs:quando preciso de uns tapas, sou eu mesmo que bato mais forte"
Escolhendo obtusos alvos de frustrações, ilusões, rancores e desculpas mesquinhas que nada corresponde com a verdade.
Eu estou me anulando em manhãs de sol's inrrealizavéis, sentada em um banco de uma praça vazia, esperando a merda cair na minha cabeça enquanto respiro poeira daquilo que não me farta, distraida com os meus luxuosos e confortáveis jogos de faz-de-conta e conjecturas conversas que pertencem ao lixo.
É isso que eu estou fazendo da minha vida!
Merda para mim!
"obs:quando preciso de uns tapas, sou eu mesmo que bato mais forte"
sábado, 31 de julho de 2010
Um novo prazer:
Precisada da arte como um todo.
Multiplico-me em suas faces,
exerço-me em abstrato,
cultivo poesia, mesmo que sem a excelência do ofício.
Aprendo com a paisagem,
os símbolos que me cativam,
e construo focos sob o ângulo que me revela.
De mim assim extraio, e de lá assim se mostra: http://www.flickr.com/photos/triciafernandes/
Pela arte de aprender arte.
Multiplico-me em suas faces,
exerço-me em abstrato,
cultivo poesia, mesmo que sem a excelência do ofício.
Aprendo com a paisagem,
os símbolos que me cativam,
e construo focos sob o ângulo que me revela.
De mim assim extraio, e de lá assim se mostra: http://www.flickr.com/photos/triciafernandes/
Pela arte de aprender arte.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
As Bailarinas

Foto: Patrícia Fernandes
Quando eu era muito nova, criança ainda, minha avó mantinha dois quadros no quarto dela que retratavam bailarinas, um ficava perto do abaju e retratavam duas lindas bailarinas se preparando para o espetáculo, e o outro, o mais central(É o que está no fundo desta foto),O azul, era o quadro que mais gostava e passava horas o contemplando. O quadro é uma moça sentada em uma cadeira, nua, fazendo as unhas dos pés, em quanto ao redor dela muitas moças se vestem para a apresentação, conversam e nunca parecem se sentir só, estão sempre sorrindo. E há um homem, o único deles, no canto esquerdo do quadro, pequeno e meio esfumaçado. Ficava horas imaginando porque a bailarina do meio não estava vestidia como as outras, que pareciam estar prontas para entrar, para começar a dançar. Acreditava que ela tinha sido rejeitada, ou estava triste por que perdeu sua apresentação, ou simplesmente havia chegado atrasada.Um dia minha avó os retirou do quarto, e muitos anos depois (recentemente), eu os achei em um quartinho que fica na parte de fora da casa, e então o colei no meu quarto, e até hoje eu o adimiro pelo sua beleza e poesia, e fico imaginando e criando roteiros para o destino da menina bailarina desnuda e sua irreverencia diante da sitação em que todos se encontram. Porque será que ela não é como as outras?
Enfim, agora eu sei porque perdi tanto tempo tentando entende-la, talvez eu tenha me visto assim... Mas hoje sei que entender não faz parte ao que corresponde essa bailarina desnuda. Ela sempre será assim: a bailarina desnuda sentada sozinha antes de uma grande apresentação.
Quanto as outras da foto, de branco que deslizam no "gelo" da caxinha de música, foi um presente da minha mãe, a caixinha havia sido dela, mas ela me passou porque sabia que eu amava bailarinas e patinadoras do gelo, quando eu vi o presente lembro-me que chorei. Infelizmente minha mãe nunca me pôs no balê, mas elas fizeram com muita intensidade parte da minha vida, o balê e elas: As bailarinas.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Beira

Então ela flutuava em águas limpas e puras, uma água nem sempre feliz, paralítica, quieta e quente. Assim como os olhos, que quando pesam depois da tormenta é tomado por um certo/incerto conforto.
Estática e invariada demais, buscava lamentos - "lamentares", que passavam a afundar todo o corpo deixando um peso onde se deitava.
Percebida do infortúnio e da ocorrência do desconforto causado pelas suas dores aos outros, ela se disse então: Criança, ninguém suspeita dos heróis porque eles sempre são fortes, flutue e deixe-se ao movimento, essas águas puras ainda te levarão ao mistério e surgirá ondas imensas que te guiará para o paraíso. Vestes as máscara das mentiras impávida e fortes, e tomas como estratégia para o teu forte. Lembre-se, que flutuas, deixe-se sempre em superfície.
Assim ela foi, fluíndo, com uma insegurança silênciosa. Fluíndo como a vida, como o grande jogo, a grande roda, que sempre gira, como o mundo que tem seus dias e suas noites sempre desiguais.
E assim todos esperamos as mudanças.
Todos, sempre!
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