quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Do que é nosso no mundo.

dMe deparei hoje com a seguinte reflexão.
Sempre que estou em casa ou em algum lugar sozinha e tenho um computador na minha frente, sinto a necessidade crucial de estar procurando, me informando, me atualizando. É uma sensação angustiante de preenchimento, de complemento, de produção, de me sentir dentro do mundo, de saber o que há no mundo, até onde posso ir e o que posso conseguir. Acredito eu, tirando essa conclusão agora, que talvez seja uma reação comportamental instintiva a esse mundo globalizado. Nunca havia parado antes para pensar que essa necessidade de informações pudesse ser uma consequência deste mundo acelerado, desse mundo onde estar informado e atualizado eleva nossa atuação. Vejo hoje que a maioria dos profissionais da arte, do mercado, da mídia, escritores, pensadores, cineastas, e etc. Eles se tornam grandes referências pelos seus trabalhos desempenhados, por serem originais, por estarem inovando, por conseguirem atuar em linguagens diversificadas. Acredito eu , que boa maioria deve sentir a mesma necessidade que me põe hoje, de informação, renovação, atualização de ideias, de pensamentos enfim. O que me deixa um pouco confusa é que vejo que sou tão angustiada, isso é de vida mesmo, que me perco por não saber por onde começar e querer tudo ao mesmo tempo, então acabo que não consigo nada, e fico sentido sempre essa necessidade de começar. Assim me considero um tanto desatualizada, mau informada e desconhecida. Afinal há tantas obras que pairam nessa virtualidade onde também me insiro, e vejo nas minhas andanças cibernéticas um grau de dificuldade de encontra-las por aí, e para muito é tão fácil, vejo também o quanto é difícil para mim atualizar esse blog com assuntos de interesses meus e novas informações, porque não obtenho tantos conhecimentos que me levem a certos lugares virtuais que possa interagir, acho que muitos lidam com isso de uma forma muito flexível, saudável e sem conflito, mas outros são apenas o reflexo dessa necessidade de que se deve estar nesse mundo assim: muito bem informado, com muitas novidades e preenchidos de conhecimento rápidos e instântaneos.
Então parar na frente de um computador e sentir necessidade de saber mais, e ficar como uma boa baratinha tonta pra lá e pra cá, sambando, sem saber pra onde ir, pode ser um tanto frustante... Mas o mundo mesmo assim está aí, disponível para quem quiser aventura-lo, e essa, acredito, é a diferença entre nós todos: O que podemos fazer com o mundo. Eu acho...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tigre


É com fera que se fere a fera
Ganha vida fera
Ganha morte ferida

Feridas e feras
É fera na vida
É ferida na morte
Feridas da vida

A morte da fera
Uma ferida de vida
Uma vida de feras
Uma fera ferida.

Que se vive fera
Que se fere fera
Que se morre fera...

Abre a boca e mostra os dentes.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Raposa e as Uvas - Fábulas

"Contam que certa raposa,
que andava muito esfaimada,
viu cachos de uva maduros,
pendeente de alta latada.

Ficou com água na boca,
mas sem lhes poder chegar.
disse, com raiva: "- São verdes!
Só cães os podem tragar"

Já seguia o seu caminho
quando uma folha rolou.
Pensando que fôsse um cacho.
logo a Raposa voltou.

À fábula da Raposa
a agente pode aplicar
aquele refrão antigo:
Quem muito desdenha quer comprar "

La Fontaine

Brincadeira de criança esses dias! :D

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Saber voar

É o que diz a balei Gilba
ao falar da sua vida no mar:
- Quando não se tem asas,
um dia elas poderão aparecer,
sabendo pedir emprestadas,
ao menos um único vôo
ainda há de se ter.




Assim voou a baleia.

Muito desenrolada essa baleia Gilba

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A mão.

-Sabe aquela velho conceito egoísta: Guarde para você suas conquistas. Não divida com ninguém aquilo que você consegue só?
É isso que você deve aprender.
Idéias, projetos, informações, conhecimentos, sabedoria...
A gente preserva. Porque se sujeitos assim como nós, extraordinariamente criativos (sem falsa modéstia) ficarmos por aí distribuído nossas preciosas inteligências, há quem vá acreditar nelas. Não é?
E se você é assim, digamos, um tanto problemático com suas realizações. Um ritmo lento, uma insegurança conveniente... Essas coisas.
Esqueça.
Guarde para si suas idéias, mesmo que elas NUNCA se realizem através de você. Elas só à você pertencem. Não adianta partilhar uma idéia só para saber se ela funciona.
Saiba que: Ela funciona. E muito bem pelo visto.
Então se um dia você quiser assistir suas idéias sendo realizadas por você mesmo.
Guarde-as, prende-as, confisque-as. Ou um dia haverá uma mão.

- E aí? vai querer uma mãozinha?
-hã?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

Varrendo.

É para fora que se joga o lixo...