terça-feira, 27 de março de 2012

Para "des-sentir"


Sentir-se bobo é assim, acreditar em algo bom, arrumar sua linda gravata borboleta, usar o seu melhor perfume, se vestir de linho, calçar seu sapato mais caro e ao final se atemorizar com o resultado. É você querer uma benção enquanto recebe as costas, é quando você espera pelo o que não espera por você. É esse nariz torto dessa mulher torta, que ainda acredita e ama no que gosta de fazer.

Para conversar

Ando estudando francês, mesmo precisando mais do inglês. Ando com ideias de futuros negócios de planejamento para futuros negócios. Ando lendo sobre fotografia e escrevendo mais, e tenho tentando aprender a escrever poesia. Ando esperando, somente esperando. Ando em puro recomeço. Ando lendo Pessoa e Einstein, ando namorando Lisboa via google maps. Ando angustiada com a perda de dois trabalhos, ando planejando o futuro material, ando distanciada do Teatro, engordando mais, e pensando em um monte de coisas que poderia ter feito enquanto estava fazendo um monte de outras coisas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quero

Violino, violão
Piano e trompete.

Francês, inglês, espanhol, italiano.

A dança, o jazz, o circo, a voz.

A Gastronomia, as artes plásticas.

História, política, antropologia, astrologia, mitologia.

A poesia, a critica, a rima, ousadia.

O nariz pequeno, a barriga curvilínea, 4 quilos a menos,
o cabelo liso, olhos menos afundados, altura.

Coragem, o triplo de amizades, o desapego, concentração, maior disposição,
 velocidade, voracidade, menos ansiedade e antecipação.

E assim creio que o dinheiro é consequência de nossas qualidades.

Tem que nascer de novo, Patrícia. Tem que viver outra vez...


sábado, 24 de março de 2012

Ela




Agora é ela, faminta, estrábica, " seul ".
Agora é ela, ainda irrealizável, meio caminho andado, no ponto zero.
E ela?  
Lembra ainda no tempo do bullying que ao espelho perguntou - Quando serei normal?
Bifurcada para não dizer ambígua, aleijada para dar culpa a desigualdade.
Gaiata, dispersa, vencida, dolorida. Quanto ainda? 
Descompromissada como uma aquariana, apaixonada como uma pisciana.
Agora ferve deleite. 
Ela vai embora abandonar o que lhe é de direito, o rumo certo ao incerto.
Eu prometo, trarei as revoluções soltas em meus cabelos.
Esconda menina, esconda!
parece que esse teu olhar já guarda todas as torturas. Desvio...
É tudo mentira...
Ela está cheias de rugas dos sorrisos soltos e amarelos
É tudo mentira...
Vive encharcada em lagrimas das quimeras.
É o ascendente, é ele.
Peixes, contingencias em si.  
E as conversas? 
Há as conversas!  É para as antenas,
para me manter antenada, para manter vocês antenados que estou antenada, isso...


 "E se não ousarmos???
Teremos ficado... para sempre ...
À margem de nós mesmos."  F. Pessoa

quarta-feira, 21 de março de 2012

Gita

Somente por um amor sem reserva, ó Arjuna, pode alguém ver-me assim como eu sou na verdade?


domingo, 11 de março de 2012

Agora




E essa vontade de escrever tudo aquilo que ainda não escrevi, de conhecer os corações que ainda não conheço, de gritar uma língua que ainda sou muda e descobrir pensamentos outros que poderiam ser meus? E tudo isso fica aqui, invadido por vontade, uma vontade atravessada de mundo. E um, e se não for agora? Não será jamais...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Ajustamento.


























Quando o regresso dessa longa ida chegar, e minha velha vida volver, poderá assim quiçá toda essa poeira pueril baixar. Mas também ainda não posso prometer, a terra enrugar, as juntas doer, o sangue parar de ferver. Pode... Pode sim! Que eu volte novamente a envelhecer.