Olá meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
tenho 28 anos e não disponho de independência financeira.Trabalho com Teatro para escolas e atividades cujo qual não sou profissionalizada, como a fotografia.
OI? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
curso Design de Moda em uma faculdade privada, me formarei ao final deste ano aos 28 anos.
Tudo Bom? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
sou nordestina, pernambucana, nascida no Recife em 31/01/1983. Nunca sai do país. Tenho 28 anos, cara e jeito de 21.
Com vai? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
e passei dois anos em cursinhos para passar em um vestibular. Abandonei os estudos aos 23 anos, um ano antes de me formar.
Bom dia? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
sou Atriz. E “paguei peitinho”em peças de teatro e curtas metragens. Não tenho religião.
E ai? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
e meu avô era mulato e nordestino. Meu pai português. E nunca conheci meus avós paternos.
Ei? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes.
e tenho dislexia diagnosticada aos 8 anos de idade. Levei dois anos para me alfabetizar.E minha renda mensal não ultrapassa os valores de dois salários mínimos.
Meu nome é Patrícia Moura Fernandes:
28 anos
Moradora da cidade do Recife
Solteira
Superior Incompleto
Baixa renda
QI: 99
Defict de atenção
Sem conta corrente
Estrábica
Disléxica
Torta.
OI, tudo bem? Meu nome é Patrícia Moura Fernandes,
de número 6322.491.
Odeio preconceito, discordo da arrogância.
Acredito que devemos enfrentar a vida com um sorriso, sem diferenças.
Tenho poucos limites para a superação.
E muito antes de me ver somente humana, me vejo com humanidade...
Amai ao próximo como a ti mesmo.
Velha sabedoria.
sábado, 30 de julho de 2011
Escuta, Zé Ninguém!
Aos pequenos homens sérios.
"Chamam-te “Zé Ninguém!” “Homem Comum” e, ao que dizem, começou a tua era, a “Era do Homem Comum”. Mas não és tu que o dizes, Zé Ninguém, são eles, os vice-presidentes das grandes nações, os importantes dirigentes do proletariado, os filhos da burguesia arrependidos, os homens de Estado e os filósofos. Dão-te o futuro, mas não te perguntam pelo passado.Tu és herdeiro de um passado terrível. A tua herança queima-te as mãos, e sou eu que te digo. A verdade é que todo o médico, sapateiro, mecânico ou educador que queira trabalhar e ganhar o seu pão deve conhecer as suas limitações.
Há algumas décadas, tu, Zé Ninguém, começaste a penetrar no governo da Terra. O futuro da raça humana depende, à partir de agora, da maneira como pensas e ages. Porém, nem os teus mestres nem os teus senhores te dizem como realmente pensas e és, ninguém ousa dirigir-te a única critica que te podia tornar apto a ser inabalável senhor dos teus destinos. És “livre” apenas num sentido: livre da educação que te permitiria conduzires a tua vida como te aprouvesse, acima da autocrítica."
Escuta, Zé Ninguém!
Wilhelm Reich
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Meninos do meu Recife

Ia eu lá pelas 18:00h, após deixar minha amiga no ponto do ônibus, no calçadão de Boa Viagem. Pelas extremidades do Parque Dona Lindu, onde visitei as obras do artista plástico Aberlado da Hora, com esculturas e retratos e uma pequena poesia, chamada "Meninos do Recife", no saguão principal do salão de artes plásticas do parque.
Por volta dessa hora atravessei a rua, depois de comer uma empada de camarão, em um quiosque, devagar e contemplando um pouco a minha praia que um dia não fará mais parte do meu convívio freqüente, já que ano que vem viverei em outra cidade...
Estava atravessando a avenida, quando avistei dois meninos de rua, cheirando cola e colhendo algo do chão, passei por eles em uma distância comum a todas as outras pessoas/pedestre que temem assaltos e abordagens de rua, mas despercebida e com a cabeça na "lua", não percebi que eles me seguiam...
quando virava a esquina, no final da calçada, senti uma enorme força em minhas costas à atacar minha mochila,em um reflexo só, olhei para trás e chutei com uma força e raiva descomunal, mirando qualquer coisa que estivesse em minha frente. E então eu os vi, com seus olhos miúdos inebriados, e escutei: Que isso Tia...?
Ainda olhavam-me na tentativa de encontra espaço para uma nova abordagem, fiquei ali parada, com a postura ereta, as mão tencionadas e um olhar impávido e intrépido.
Nos olhos negros de cada uma dessas crianças, de dois pequenos corpos me fiz fera a lutar pela sobrevivência, assim como eles, em suas jornadas perdidas nas ruas.
Os dois pequenos logo viram que nada ali tirariam e foram embora, simplesmente rindo...
sensibilizada por questões de ordem pessoal não suportei a fera contida, porém necessária, e pus-me à chorar como uma criança que ainda assusta-se com garras, olhos e dentes.
Dois seres pequeninos incumbidos de tamanha ferocidade ausentes de candura e das primeiras maravilhas da vida, a infância. Andando, ainda chorando, pelas ruas de Setúbal me perguntei : Quem entre todos é a vítima?
Espero que um dia essas crianças possam se alimentar de estruturas dignas, tanto quanto as que tive, e possam se alimentar de um pouco de humanidade.
Então me ponho em um momento de reflexão de possível esperança, nada concreta...
Este era o poema que a pouco havia lindo em meu passei, para espairecer e alimentar a mente, minutos antes do acontecido.
"Meninos do Recife"
“São habitantes anônimos
dessa cidade alagada,
de limo e pedra formada
sob marés
submersa
...
são apenas habitantes
dessa cidade alagada.
Atirados sobre a lama.
Sobre as marés da desgraça.”
Aberlado da Hora
quinta-feira, 21 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Os Sinceros
As vantagens de ser sincero;
As vantagens de ser sincero está na habilidade de nunca faltar com a verdade.
As verdades cruas, duras e honestas.
Porém, será bem verdade sua vocação para dilatar os tamanhos pesares, os sofrimentos e os sentimentos...
Ser sincero compreende sentir mais,.Porque te possibilita desmiusar um sentimento, e olhá-lo com coragem, ainda que os florescimentos presentes se distinguem de forma irracional.
O sujeito sincero ele não se importa com sua exposição, das fragilidades e fraquezas, assim como suas virtudes, claramente conhecidas. E da sua capacidade, ainda que pouco notória a mudanças repentinas, pois é certo que nem sempre os sujeitos sinceros acertam, sabesse que todos nós podemos ser conduzidos pelos caminhos do equívoco e verdades alguma é absoluta.
Ele se opõe a tudo aquilo que não se diz, não se discute e não arca com as estâncias daquilo que transparece verdade.
Mentir para si, para o sujeito sincero, é o maior dos sofrimentos ainda que comparados a tais sujeitos, o sincero seja aquele que esteja em maior desvantagem.
Porém, a felicidade do sujeito sincero é uma vivência continua, de uma construção linear, onde se assume o sofrer. Porque a infelicidade faz parte, primeiras lições de vida.
Os Frutos das sinceridades são colhidos de estação e estação, de ciclo em ciclo, e cada um deles representa um estado de evolução.
Está distante do sujeito sincero o olhar apenas observativo, longe desse sujeito qualquer atitude de amoitamento, os esquecimentos de suas partes colaborativas para dado sentimento.
Para que haja liberdade ao sujeito sincero é preciso estar sempre aberto, tolerante as mudanças, as pessoas, aos sentimentos, aos quereres, as soluções, a tudo que se refere ao âmbito do compartilhamento.
Ser sincero é uma virtude entendida apenas para aos que a tem.
Diferente disso aos que escolhem caminhos não muito sinceros, hábito tão bem consumido pelo pelos tempos e gerações atuais. no julgo da atitude, o sujeito sincero compreende que, a maioria de nós está cultuando o cultivo desse estado já tão presente e satisfatoriamente aceito que é a solidão...
E ela se apresenta por escolha...
És nossa infinita verdade,
Aos sinceros.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Perséfone

“Ou Koré. Em Roma, Proserpina ou Cora. Filha de Zeus e da deusa Deméter, da agricultura, nascida antes do casamento de seu pai com Hera.
Os deuses, Hermes, Ares, Apolo e Hefestos todos cortejaram-na. Deméter rejeitou todos os seus dons e escondeu a filha longe da companhia dos deuses.
Quando os sinais de sua grande beleza e feminilidade começaram a brilhar, em sua adolescência, chamou a atenção do deus Hades que a pediu em casamento. Zeus, sem consultar Deméter, aquiesceu ao pedido de seu irmão. Hades, impaciente, emergiu da terra e raptou-a enquanto ela colhia flores com as ninfas.
Hades levou-a para seus domínios (o mundo subterrâneo), desposando-a e fazendo dela sua rainha.Sua mãe, ficando inconsolável, acabou por se descuidar de suas tarefas: as terras tornaram-se estéreis e houve escassez de alimentos, e Perséfone recusou-se a ingerir qualquer alimento e começou a definhar.
Ninguém queria lhe contar o que havia acontecido com sua filha, mas Deméter depois de muito procurar finalmente descobriu através de Hécate e Helios que a jovem deusa havia sido levada para o mundo dos mortos, e junto com Hermes, foi buscá-la no reino de Hades (ou segundo outras fontes, Zeus ordenou que Hades devolvesse a sua filha).
Como entretanto Perséfone tinha comido algo (uma semente de romã) concluiu-se que não tinha rejeitado inteiramente Hades. Assim, estabeleceu-se um acordo, ela passaria 9 meses junto a Demeter, sendo assim Koré, a eterna adolescente, e o restante com Hades, quando se tornaria a sombria Perséfone. Este mito justifica o ciclo anual das colheitas.
Perséfone é descrita como uma mulher de olhos escuros por Oppiano, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírito e Adônis. Foi por causa deste último que Perséfone se tornou rival de Afrodite, pois ambas disputavam o amor do jovem, mas também outro motivo era porque Afrodite tinha inveja da beleza de Perséfone. Embora Adônis fosse seu amante, o amor que Perséfone sentia por Hades era bem maior.
Os dois tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Persefone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos a procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.
Entre muitos rituais atribuídos à entidade, cita-se que ninguém poderia morrer sem que a rainha do mundo dos mortos lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida. O culto de Perséfone foi muito desenvolvido na Sicília, ela presidia aos funerais. Os amigos ou parentes do morto cortavam os cabelos e os jogavam numa fogueira em honra à deusa infernal. A ela, eram imolados cães, e os gregos acreditavam que Perséfone fazia reencontrar objetos perdidos.
Nos cultos órficos, Dionísio era também amante de Persefone, o deus passava intervalos de tempo na casa da rainha dos mortos, e junto com ela era cultuado nos mistérios órficos como símbolo do renascimento. Conta-se, ainda, que Zeus, o pai da Perséfone, teve amor com a própria filha, sob a forma de uma serpente.
Preciosas informações retiradas de antigos textos gregos, citam que Perséfone teve um filho e uma filha com Zeus: Sabázio e Melinoe era de uma habilidade notável, e foi quem coseu Baco na coxa de seu pai. Com Heracles, (Algumas versões citam Zeus ou até mesmo Hades) teve Zagreus, que seria a prinmeira reencarnação de Dionisio. Perséfone, com Hades, é mãe de Macária, deusa de boa morte.”
Texto Wikipédia mesmo!!
sábado, 16 de julho de 2011
Sakyamuni Buda

A tribo Skya, governada pelo Rei Shuddhona Gautama, vivia na encosta sul do Himalaia, ao longo do rio Rohini. Este Rei estabelecera sua capital em Kapila, onde construíra uma grande castelo, do qual governava sabiamente, conquistando assim a simpatia dos seus súbitos.
A Rainha chamava-se Maya, cujo o pai era tio do Rei e também soberano de distrito vizinho, do mesmo clã Sakya.
Durante vinte anos, o casal real não teve filhos. Uma noite, entretanto, a Rainha Maya ficou grávida quando viu, num sonho, um elefante branco entrar no seu ventre, através da sua axila direita.
Com a notícia, o Rei e o povo esperaram com incontida ansiedade o nascimento do príncipe. Atendendo a tradição a Rainha voltou à casa paterna, para dar a luz, ficando a meio caminho, no Jardim Lumbini para repousar, num alegre e bonito dia de primavera.
Maravilhada com a beleza das flores de Asoka (Jonesia Asoka Roxb), estendeu seu braço direito para apanhar um ramo; ao fazer este movimento deu à luz a um príncipe. Todos manifestaram sua sincera alegria e glória da Rainha e seu filho. Céu e Terra se regozijaram. Era o dia 8 de Abril.
o Rei chamou seu filho de Sinddhartha, que significa "Todos os desejos cumpridos".
*Do livro - O buda, Siddhartha Gautama
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Termo

Transcendência,
Da raiz latina "ascender" - Elevar-se, subir.
Pode significar religiosamente que Deus está completamente além dos limites do mundo.
Para Kant, a "transcendência", se opõem ao "transcendental", é o que jaz além da nossa capacidade de conhecimento, além do legitimamente conhecido.
O "transcendente" é aquilo que transcende a nossa própria consciência.(Fenomenologia)
Ainda segundo Kant, o ser humano é um ser essencialmente transcendente. Ele não se conforma com a realidade ou um único objeto. Está sempre se projetando ‘para fora’. Busca satisfazer um desejo e uma capacidade para transcender a si mesmo, ou seja, de sair de seu estado atual para buscar algo novo, na busca de novos objetos ou além do próprio objeto.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Disse a boneca Emília:
"A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais.
[...] A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.
- E depois que morre? – perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?”
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